Crônica + Ditado Popular
Fira e serás ferido
Cláudia era a típica mulher de meia idade dos subúrbios paulistanos: dona de casa, mãe e esposa perfeita, assídua frequentadora da igreja do bairro. Achava um absurdo o rumo que a sociedade estava tomando: "Esses jovens não tem mais jeito! E a culpa é das mães!", dizia. Não permitia que seus próprios filhos saíssem sozinhos nem pra escola. Nunca.
Quando a filha de Ana Maria, sua melhor amiga, engravidou, cortou relações com a família inteira: "A Ana fica o dia todo assistindo novela e não cuida dos filhos. Não quero contato com esse tipo de gente."
Certa vez, Cláudia adoeceu e ficou de cama. Seu marido, muito atarefado, permitiu que sua filha Suellen, de 15 anos, fosse e voltasse da escola sem companhia. Foi a primeira e única vez na qual a menina saiu sozinha até então.
Nove meses depois, Cláudia estava correndo ao hospital de madrugada para conhecer Pedro, seu netinho, que acabara de nascer.
Quando a filha de Ana Maria, sua melhor amiga, engravidou, cortou relações com a família inteira: "A Ana fica o dia todo assistindo novela e não cuida dos filhos. Não quero contato com esse tipo de gente."
Certa vez, Cláudia adoeceu e ficou de cama. Seu marido, muito atarefado, permitiu que sua filha Suellen, de 15 anos, fosse e voltasse da escola sem companhia. Foi a primeira e única vez na qual a menina saiu sozinha até então.
Nove meses depois, Cláudia estava correndo ao hospital de madrugada para conhecer Pedro, seu netinho, que acabara de nascer.
Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
Oi Renata!
ResponderExcluirE saber que tais atitudes não ficaram no passado; e que elas estão sim, sejam de uma forma ou de outra, presentes nos dias de hoje. O que faz lembrar um outro ditado "pimenta nos olhos dos outro, é refresco".
No entanto, percebe-se que a sociedade, mesmo "a passos lentos" estão se desvencilhando de tais tabus.
Bye!
Renata,
ResponderExcluirMuito bom o seu blog. Parabéns.